DERMATOLOGIA - Microagulhamento

Microagulhamento, também chamado de indução percutânea de colágeno, é uma técnica que utiliza de diversas perfurações na pele com microagulhas para induzir formação de colágeno, apresentando uma pele mais firme, rejuvenescida e de aspecto saudável.

Os princípios básicos de ação do microagulhamento são estímulo da regeneração celular por meio do processo de cicatrização, proliferação de células-tronco e estímulo da síntese de elastina, da produção de colágeno e da proliferação de vasos sanguíneos.

Os resultados aparecem após dois a três meses, pois a formação de novo colágeno é um processo lento. São realizadas em média, de 3 a 6 sessões, com intervalo de seis a oito semanas entre elas, para observação dos resultados.

O dispositivo com microagulhas deve ser aplicado paralelamente à superfície cutânea, com pressão constante, em movimentos repetitivos em vaivém interpostos.

O procedimento é realizado no consultório com uso de anestésico tópico e analgésico via oral.

É bem tolerado e pode ser feito com resfriamento da pele para maior conforto. Após o procedimento é feito curativo fechado que vai permanecer por 6 horas. Após remoção do curativo é usado antibiótico tópico durante 5 a 7 dias, tempo da reepitelização da área tratada. O uso de fotoprotetores não alcoólicos e não oleosos passa a ser recomendado após esse período.

O microagulhamento é indicado no manejo das cicatrizes de acne, de queimadura e cicatrizes cirúrgica, além do tratamento de estrias. Melhora a textura da pele, os poros dilatados e restaura a firmeza cutânea nos estágios iniciais do envelhecimento facial. Trata rugas finas, melasma e promove uma pele mais lisa e homogênea. Outro emprego atual é para auxiliar na deposição de substâncias terapêuticas nas camadas mais profundas da pele (chamado de drug delivery). Após o microagulhamento é aplicado na pele substâncias como vitaminas que vão ter melhor penetração.

As principais contraindicações são o uso de anticoagulante sistêmico e doenças de pele ativas no local do tratamento, como lesões de acne e outras doenças inflamatórias ou infecciosas. O tratamento não deve ser feito em pacientes com tendência à formação de quelóide.